O intuito do autor espanhol é antes de tudo tentar pensar a
educação sob o aspecto da experiência relacionada com sentido. Para tanto é
preciso entender a experiência produzindo efeitos em um determinado ser, caso
contrário poderíamos ter um monte de informações travestidas de experiência. Por
isso devemos ver a importância das palavras, pois elas expressam ou nomeiam
ações e pensamentos, e desta forma constituem pensamentos.
O primeiro aspecto relevante no texto é a distinção entre
experiência e informação. Nas palavras do autor “a experiência nos toca”. E se
assim o é, podemos pensá-la como parte da construção de um conhecimento real,
onde a mera exposição dos fatos não será condicionante para o entendimento real,
mas sim a própria experiência. Agora podemos ser críticos com a educação que
estamos desenvolvendo com os nossos alunos, será essa uma educação informativa,
ou experimental. Noto muitas vezes que temos medo do termo experimental, como
se muitas vezes não soubéssemos o que estamos fazendo no espaço escolar, mas na
realidade é outra coisa: proporcionar experiências. Como ainda estamos muito
ligados como esta ideologia, continuamos com a ideia de que precisamos passar
informações para os nossos alunos e desta forma mostramos a eles que VTD’s
(verbos transitivos diretos), no português se resumem a esta nomenclatura, e
são usados em frases que não condizem com algo, e posteriormente nunca mais
serão usados. O espaço da experiência sob este aspecto seria o espaço da
construção textual. Mas se não há a disponibilidade deste aluno desenvolver tal
habilidade, não haverá experiência e sim um acúmulo de informações.
Outro aspecto interessante do texto é a crítica a sociedade
de informação que viabiliza o periodismo. Quando a sociedade está acostumada a
trabalhar muito com a informação, teremos como conseqüência a opinião formada
sobre estas informações e a maneira de divulgar estas informações é a partir de
periódicos. Com uma informação totalmente disseminada, o individuo acaba se
tornando mero espectador, e ao invés de construir, discutir, planejar,
organizar e entender a história, acaba por reproduzir uma opinião formada, e
desta forma a discussão que vem junto com a experiência não será feita, por já
se ter uma opinião formada. Deste modo teremos em última análise a formação de
uma sociedade que não vai achar muito importante a formação de um pensamento
crítico
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