quarta-feira, 26 de outubro de 2011

BREVE COMENTÁRIO SOBRE O TEXTO “NOTAS SOBRE O SABER DA EXPERIÊNCIA”


O intuito do autor espanhol é antes de tudo tentar pensar a educação sob o aspecto da experiência relacionada com sentido. Para tanto é preciso entender a experiência produzindo efeitos em um determinado ser, caso contrário poderíamos ter um monte de informações travestidas de experiência. Por isso devemos ver a importância das palavras, pois elas expressam ou nomeiam ações e pensamentos, e desta forma constituem pensamentos.

O primeiro aspecto relevante no texto é a distinção entre experiência e informação. Nas palavras do autor “a experiência nos toca”. E se assim o é, podemos pensá-la como parte da construção de um conhecimento real, onde a mera exposição dos fatos não será condicionante para o entendimento real, mas sim a própria experiência. Agora podemos ser críticos com a educação que estamos desenvolvendo com os nossos alunos, será essa uma educação informativa, ou experimental. Noto muitas vezes que temos medo do termo experimental, como se muitas vezes não soubéssemos o que estamos fazendo no espaço escolar, mas na realidade é outra coisa: proporcionar experiências. Como ainda estamos muito ligados como esta ideologia, continuamos com a ideia de que precisamos passar informações para os nossos alunos e desta forma mostramos a eles que VTD’s (verbos transitivos diretos), no português se resumem a esta nomenclatura, e são usados em frases que não condizem com algo, e posteriormente nunca mais serão usados. O espaço da experiência sob este aspecto seria o espaço da construção textual. Mas se não há a disponibilidade deste aluno desenvolver tal habilidade, não haverá experiência e sim um acúmulo de informações.

Outro aspecto interessante do texto é a crítica a sociedade de informação que viabiliza o periodismo. Quando a sociedade está acostumada a trabalhar muito com a informação, teremos como conseqüência a opinião formada sobre estas informações e a maneira de divulgar estas informações é a partir de periódicos. Com uma informação totalmente disseminada, o individuo acaba se tornando mero espectador, e ao invés de construir, discutir, planejar, organizar e entender a história, acaba por reproduzir uma opinião formada, e desta forma a discussão que vem junto com a experiência não será feita, por já se ter uma opinião formada. Deste modo teremos em última análise a formação de uma sociedade que não vai achar muito importante a formação de um pensamento crítico


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