A teorização
sobre o currículo vai se revelar como fator importante nas discussões acerca da
educação, em que vai estar presente a ideia de organização curricular
hegemônica em certas localidades e em outras um pensamento mais neoliberal
sobre o currículo. Desta forma podemos ver presente que há uma tensão entre as
idéias, e que uma pode tratar mais da organização social como um todo, ou outra
ainda numa ideia mais neoliberal. Neste contexto se fazem presente as leituras negociadas,
que proporcionam diferentes interpretações sobre currículo.
O intuito
presente nestas discussões é a tentativa de sanar os problemas gerados (novos e
antigos), em que para os educadores na década de 70 era primordial entender o
que é currículo na realidade (como se houvesse um monte de coisas determinadas
que devessem ser trabalhadas, porém não havendo comunicação entre as áreas ).
Podemos constatar a existência deste problema quando ouvimos de professores
antigos e novos não ser necessário planejamento de suas aulas, pois já sabem o
que devem ensinar como se ensinar fosse comparado a uma receita de bolo. Desta
forma o professor não se atualiza e acaba não organizando uma aula que seja
condizente com o tempo-espaço ao qual ele (parte integrante da educação) está
inserido na realidade do aluno.
Mesmo assim o
currículo vai se apresentar como sendo um campo vasto e heterogêneo, possuindo
várias interpretações. Quando se fala em heterogeneidade estamos pensando em
várias coisas que podem ser trabalhadas, o problema se encontra quando tentamos
supri-lo colocando em seu lugar a homogeneidade. Quando efetuamos esta troca,
podemos por último impor aos alunos a ideologia da cultura dominante, e não,
fazer um paralelo coma cultura dos alunos. Desta forma a ideia de
internacionalização do currículo entra como sendo um espaço onde, educadores do
mundo todo trabalham numa nova releitura ou definição de currículo afim de que
as discussões sobre raça, gênero, justiça social e sexualidade sejam melhores
discutidos e trabalhados nos espaços escolares mediante a uma redefinição
curricular. Pode ser notada uma preocupação na organização curricular tendo
como objetivo uma educação que condiga com as necessidades educacionais
presentes nos vários contextos escolares.
A déia de heterotropia também presente neste texto, tem como
cerne a ideia de um lugar viável “porém parece se encontrar fora dos lugares
convensionáis.” Pensando também na ideia de emplazamento (deve haver um porquê na escolha de um determinado
texto afim de que ele provoque aquilo cujo papel lhe é designado. Desta forma
podemos pensar que a educação deve sim trabalhar com textos, por um lado ,e por outro,deve ser entendido
pelos alunos. Ou seja é necessário no processo educacional a analise textual, e
mais que isso,o entendimento do aluno sobre o
texto.
Concluo esta
breve reflexão afirmando que em todas as concepções aqui mostradas, pensam o
currículo de forma diferenciada. Como elas fazem esta reflexão, pode ser notada
certa preocupação no que ensinar. Ou seja, a existência destas interpretações
vão nos permitir pensar o currículo como sendo algo abrangente de certa forma,
porém com particularidades diversas, onde para uns autores o currículo deveria
tratar mais de temas tidos como tradicionais, onde a cultura tida como erudita
seria considerada a melhor, em detrimento à
cultura do aluno. E quando aplicamos isso na sala de aula, estaremos
negando a existência da cultura deles.
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